Delírios Noturnos, pt. 1
O ser humano vive de
questionamentos. Quem seríamos nós sem eles? Todos sabem que os dois maiores
desses questionamentos são: “De onde viemos?” e “Para onde vamos?”. Talvez
passamos muito tempo pensando nisso, o que não é o nosso dever. Nosso dever é
evoluir. Não só fisicamente, como a teoria dos primatas, mas mentalmente e no
aspecto social. Pessoas que gastam o tempo pensando em sua origem ou em seu fim
é como correr contra uma multidão. A multidão, no caso, caminha para frente,
para o progresso. Se, por alguma circunstância, essa multidão decidir caminhar
para o lado oposto, iremos para o fim, pois iremos regredir. A humanidade teme
o fim dos tempos, mas o que ela não sabe é que ela será a causa do fim.
As guerras, as disputas, os preconceitos, as discriminações, os abusos…
Percebam que isso não existiria se não houvesse a humanidade, e isso é
comprovado pelos animais. Os animais lutam por sobrevivência. Já os humanos, por
falta de inteligência.
O Homem é o único ser vivo
capaz de pensar. Nós somos donos dos maiores cérebros e dos menores corações.
Não existem indícios de animais que caçam apenas por diversão
que não sejam dos seres humanos. Não existem indícios de animais que torturam
os outros que não sejam dos seres humanos. Não existem indícios de animais que
matam os outros apenas porque possui uma opinião contrária à dele, a não ser
dos seres humanos. A humanidade mata por causa de times de futebol. A
humanidade mata por causa de religião. A humanidade mata por drogas.
Mas por quê “por drogas”? Por que, ao invés de ficar aliviado
após gastar o seu salário com o que faz seu coração vibrar – como viagens,
shows, eventos… –, nós preferimos roubar o esforço do outro para que sejam
injetadas em nossa corrente sanguínea coisas que nos matam, apesar de, no começo,
provocarem uma sensação de alívio? Por que o ser humano pensa para trás?
Nem mesmo os ditos como “gênios” escapam da ruindade do ser
humano:
Albert Einstein, em 1939, escreveu uma carta ao presidente do
Estados Unidos, Franklin Roosevelt, dizendo ser possível a criação de uma bomba
nuclear configurada a partir de uma cadeia de reações em uma grande massa de
urânio.
Em 1945, a primeira bomba atômica matou 140 mil pessoas. Três
dias depois, a segunda matou mais 75 mil.
Einstein afirmou que assinar aquela carta foi o maior erro de
sua vida.
Por que o ser humano prefere acabar com quantas vidas forem necessárias apenas para
preservar a sua própria, sendo que ele tanto deseja descobrir para onde vai?
Joseph Stalin matou mais de 20 milhões de pessoas apenas para
colocar em prática uma ideologia sem que houvesse incômodo.
Adolf Hitler foi o responsável pela morte de mais de 40 milhões
de pessoas apenas por sentir-se “apertado” no território alemão.
Mao Tsé-Tung se responsabilizou pela perda de 70 milhões de
vidas, pelo mesmo motivo de Joseph Stalin.
Com isso, pode-se chegar à conclusão de que não existem gênios,
apenas existem pessoas que sabem usar o cérebro, tanto para o bem como para o
mal. Governar não é falta de inteligência – muito pelo contrário –, mas
guerrear, sim. Inclusive, governar não é mandar tropas para metralharem.
Governar é saber manter a ideologia de preferência mesmo quando houver
infinitas oposições.
Maquiavel, uma vez, fez a seguinte citação: “Os homens, quando
não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição.”
É comprovado que uma guerra é inevitável devido ao fato de todo
o assunto já falado: o egoísmo. Por exemplo: em um mundo onde só existissem dois
países e, cada país tivesse o mesmo tamanho de território, o mesmo número de
habitantes e a mesma renda, porém com religiões diferentes, eles entrariam em
conflito, pois não aceitam que exista algo além do que ele acha certo, com medo
de que aquilo domine a sua própria ideologia ou religião e faça com que ela
desapareça, assim como muitos acham que ocorre entre a ciência e a religião.
Dan Brown, em “Origem”, cita: “Ciência a religião não competem,
são duas linguagens diferentes tentando contar a mesma história.”
Neil DeGrasse Tyson, em “Cosmos”, diz: “Nenhuma ideia é
verdadeira só porque alguém diz que é, incluindo eu.”
Finalizando e voltando ao tema inicial, conclui-se que a função
do homem é progredir, mas ele busca sempre o porquê de progredir, e, enquanto
não acha-lo, somente irá regredir.
[20h18 – 21h19]
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